terça-feira, 31 de outubro de 2017

40+1

Ontem foi o dia de celebrar o meu 41º aniversário e desde há muitos anos que os dias de aniversário lá em casa, são dias de férias…
Começou com uma ida a um lagar de azeite, tinha muita vontade de ver o que acontecia à azeitona até chegar ao azeite. Pelo caminho fizemos a primeira paragem, “setenta e sete” (este espaço é simplesmente fabuloso) e bebemos o nosso café acompanhado pelo magnífico “Pastel de Lavos”, para quem não conhece, é semelhante ao do Pastel de Vouzela.
Chegamos ao Lagar e verificamos que muitas pessoas ainda procedem “à apanha da azeitona” e vão até ao lagar para trocar a azeitona por azeite ou fazem o azeite com a sua própria azeitona. Tal como me recordava pelas histórias do meu avô Manuel, que também fazia azeite e guardava em potes de barro, ainda existe um espaço para as pessoas que esperam, onde comem broa com chouriça e bebem o seu vinho. Conseguimos comprar dois garrafões de 3 litros e ficamos a aguardar por nova ida para comprar mais.
À hora de almoço fomos ao mais famoso hambúrguer da Figueira da Foz e arredores, ao Cocktail Bar, tinha imensa vontade de comer um hambúrguer e segundo indicação do nutricionista, o dia era livre, mas depois de comer uma fatia, percebi que já não queria mais, um peixe com brócolos teria sido melhor opção, penso que estou a ir no caminho certo, e em breve já não vou ter vontade de comer este tipo de comida.
Fui terminar o meu bolo de aniversário e preparar o jantar para a família, arroz de cabidela (mais um pecado em termos nutricionais…), estava delicioso. E o arroz doce preparado com muito carinho pela minha mãe, foi provado ainda quentinho.

Hoje a balança ofereceu-me quase um quilo extra, muito querida a minha balança…
sOpHy


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Aniversários

Ontem foi dia de jantar de aniversário, devo desde já confessar, que tenho sempre muitos jantares de aniversário e não é nada fácil resistir a tanta tentação.
A ementa era simples, deliciosa e estava excelente. Começou com um caldo verde, que presumo que tivesse muita batata, na minha versão coloco muita curgete, chuchu, cebola, alho e batata. Depois seguiu-se bacalhau com natas e batatinhas assadas com carnes, salada de alface e de tomate.
Comi um pouco de sopa e depois escolhi o bacalhau com natas que estava mesmo divinal, tinha cenoura e camarão, na minha versão coloco também alho francês, como as pessoas não comeram muita salada eu aproveitei e comi imensa alface que também estava muito saborosa e bem temperada.
Chegada a vez dos doces, comi um pouco da salada de fruta da minha filha, tinha romã e fez toda a diferença. A minha outra filha comeu arroz doce e partilhou comigo um pouco. Chegou a vez do bolo de aniversário, o bolo brigadeiro com uma cobertura de chocolate aveludada e maravilhosa, comi uma fatia pequenina e ainda provei um pouco de espumante.
Mas ainda não terminou o jantar, chegaram à mesa castanhas assadas… que perdição, resisti, resisti, mas acabei por comer duas… o meu nutricionista iria ficar feliz pela minha resistência.
Hoje sinto-me culpada, apenas deveria ter comido o bolo de aniversário, mas como a culpa vem com algumas horas de atraso, bebo chá.

sOpHy


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Assim

Dia 17 de agosto de 2017, o dia em que começou a minha mudança com a comida e com o peso. Fui à primeira consulta de nutrição no meu hospital. Antes de lá ir ouvi muitas versões, umas indicavam que ir ser consultada por um "ditador", que repreendia muito os pacientes e que em pouco tempo iria desistir, era o normal. Outras versões indicavam que iria gostar e que tudo iria correr bem.
Dois meses já passaram, perdi oito quilos e sou uma fã incondicional do nutricionista. Não passo fome, como de forma diferente, deixei de comer algumas coisas e como outras que não comia antes.
Melhor ainda, não voltei a ter nenhuma crise de dores nas minhas costas, fizeram uma trégua comigo. Assim, tenho rebolado muito no chão com as minhas filhas, muitas cócegas, muitas risadas e sem dor.
Quem gosta de comer, como eu, e acumula peso tem que aprender a mudar os hábitos alimentares, aprender a enganar os desejos e as vontades, sendo que nem sempre é fácil. Um dos momentos mais sociais é o momento do café, entramos na pastelaria/padaria e somos logo brindados com vitrines cheias de bolos sorridentes, bem decorados, muito apetitosos. Pão de várias formas e cores, com aspeto crocante, quase que a pedir “coloquem-me manteiga…”, então relembramo-nos que só entrámos para beber um café delicioso.
Este tipo de situação vai acontecer sempre, e o resultado apenas será compensador, caso a nossa atitude perante estas situações, seja sempre o de não ceder.
Como o nutricionista é muito generoso, ao domingo posso substituir a fruta por um doce, e parece-me bem, até porque o domingo é o dia de celebrar e partilhar com a família, assim, um doce distribuído por mais pessoas desaparece num ápice e não deixa que fiquem tentações dentro do frigorífico.
O assunto dos doces fica arrumado para o domingo, agora todos os outros dias têm que ser preenchidos com comida saudável, com quantidades reduzidas de carne e peixe, muitos legumes, saladas, fruta, água, chá, doses enormes de boa disposição, civismo, respeito pelas diferenças e pelos diferentes.
sOpHy